top of page
Design sem nome.png

Falta um mês para o Enem: 6 livros que podem ampliar seu repertório para a redação

Foto do escritor: Jaque Lima
Jaque Lima
há 2 dias
4 min de leitura

Obras podem ajudar estudantes a construir referências para a prova, enquanto Cartilha do Inep alerta para o uso de repertórios decorados e pouco relacionados ao tema


Falta exatamente um mês para a primeira prova do Enem 2026, marcada para 8 de novembro, e os estudantes entram na reta final de preparação para o exame. Além da revisão dos conteúdos e da estrutura do texto, a redação exige atenção à construção do repertório sociocultural, utilizado para sustentar os argumentos apresentados pelo participante.


A Cartilha do Participante do Enem 2026 chama atenção para o chamado “repertório de bolso”, formado por referências decoradas e utilizadas de maneira genérica ou forçada. Para o Inep, não basta apresentar uma informação, fato, citação ou referência: é necessário que o repertório seja pertinente ao tema e esteja articulado à argumentação desenvolvida no texto.

Nesse cenário, a literatura pode ser uma das formas de ampliar as referências utilizadas pelos estudantes. Mais do que memorizar citações ou títulos, conhecer diferentes obras permite entrar em contato com experiências, períodos históricos, problemas sociais e perspectivas distintas sobre questões humanas.


Em entrevista ao Capítulo Z, a pedagoga Taís Guimarães explica que um repertório produtivo é aquele capaz de contribuir para a construção do argumento. A especialista pontua que, não basta mencionar um filósofo, uma obra ou um acontecimento histórico apenas para demonstrar conhecimento.  “Uma referência simples, mas bem utilizada, pode ser muito mais valiosa do que uma citação famosa colocada no texto sem uma conexão clara com o argumento.”, afirma.


A pedagoga ainda relata que o conhecimento passa a funcionar como repertório quando o estudante consegue estabelecer uma relação entre aquilo que conhece e o problema discutido no texto. Assim, a referência deixa de ser apenas uma informação reproduzida e passa a contribuir para a defesa de uma ideia.

“O aluno deixa de apenas reproduzir uma informação e passa a utilizá-la para defender suas próprias ideias”, explica.


A seguir, o Capítulo Z reúne seis livros que podem ampliar o contato dos estudantes com diferentes temas e ajudar na construção de referências para a redação. 


6 livros para ampliar o repertório


Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Um dos grandes clássicos da literatura brasileira, Grande Sertão: Veredas acompanha Riobaldo em uma narrativa marcada por conflitos, dúvidas e reflexões sobre a própria existência. A obra aborda questões como ética, violência, identidade, escolhas e relações humanas.

A complexidade do romance permite diferentes possibilidades de interpretação. Para o estudante, o contato com a obra pode contribuir para discussões sobre moralidade, conflitos sociais, liberdade e as consequências das escolhas individuais.




Torto Arado, de Itamar Vieira Junior

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Vencedor de importantes prêmios literários, Torto Arado acompanha as irmãs Bibiana e Belonísia e apresenta a realidade de uma comunidade rural do sertão baiano. A narrativa aborda questões estruturais da sociedade brasileira, como desigualdade social, racismo, relações de trabalho, acesso à terra e invisibilidade de comunidades rurais.

A trajetória das personagens também permite refletir sobre direitos, cidadania, identidade e as consequências de desigualdades que atravessam diferentes gerações.




Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Publicado originalmente em 1960, Quarto de Despejo reúne os registros de Carolina Maria de Jesus sobre sua vida na favela do Canindé, em São Paulo. Escrito em formato de diário, o livro apresenta a perspectiva da autora sobre fome, pobreza, desigualdade e exclusão social.

A obra pode contribuir para discussões sobre condições de vida, dignidade, vulnerabilidade social e políticas públicas. Ao apresentar essas questões a partir da experiência da própria autora, o livro também permite compreender problemas sociais para além de conceitos ou estatísticas.



A Cabeça do Santo, de Socorro Acioli

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Em A Cabeça do Santo, Socorro Acioli acompanha Samuel, um jovem que chega a uma pequena cidade do sertão cearense e acaba encontrando abrigo dentro da cabeça de uma estátua de Santo Antônio. É a partir desse espaço que ele passa a ouvir as orações de mulheres que pedem ajuda para encontrar um marido.

A narrativa mistura realismo e elementos fantásticos para abordar temas como fé, relações familiares, abandono, esperança e vida em comunidade. A obra também apresenta aspectos da cultura e da realidade de pequenas cidades do Nordeste, permitindo discutir identidade, religiosidade, tradições e relações sociais.


O Avesso da Pele, de Jeferson Tenório

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Narrado a partir da perspectiva de Pedro, O Avesso da Pele acompanha a trajetória de seu pai, Henrique, e revisita a relação entre os dois após a morte do professor em uma abordagem policial.

O romance aborda racismo estrutural, violência, identidade, relações familiares e os impactos do preconceito na vida cotidiana. Ao acompanhar as experiências dos personagens, o leitor pode refletir sobre as diferentes formas pelas quais o racismo atravessa as relações sociais e institucionais.

A obra também permite discutir questões relacionadas à educação, à construção da identidade e às relações entre pais e filhos, ampliando as possibilidades de associação com diferentes temas sociais.


A Samira e o Deserto, de Augusto Branco

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Entre as opções contemporâneas está também A Samira e o Deserto, do poeta Augusto Branco. A narrativa acompanha Arthur, um menino humilde que vive em uma pequena cidade e se aproxima de um paisagista solitário e misterioso, conhecido na vizinhança como “Velho das Areias”.

A amizade entre os personagens se desenvolve a partir de reflexões sobre a vida, a natureza e a capacidade humana de transformar experiências dolorosas em aprendizado. A história aborda temas como empatia, preconceito, luto, solidão, dignidade e amadurecimento.




Siga as redes sociais do Capítulo Z e fique informado sobre tudo que acontece no universo literário!


Comentários


Logo vertical do Capítulo Z

Contato:
imprensa.capituloZ@gmail.com

Receba nossa Newsletter

Obrigado!

© Capítulo Z

  • Instagram
  • Spotify
  • Youtube
  • TikTok
bottom of page