Três quadrinhos brasileiros que provam que HQ nacional é potente, atual e necessária
- Bianca Fávero

- há 3 dias
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Para marcar o Dia do Quadrinho Nacional, o Capítulo Z separou narrativas que exploram a vida periférica, reinterpretações de clássicos e super-heróis
Balões de fala, traços marcantes e narrativas que vão além do entretenimento. Celebrado em 30 de janeiro, o Dia do Quadrinho Nacional reforça a força e a paixão de artistas dedicados à produção de HQs que ajudam a construir a história cultural brasileira.
Com estilos e propostas variadas, os quadrinhos brasileiros têm se destacado por explorar temas que dialogam com o cotidiano e com o imaginário coletivo. Em comemoração a data, o Capítulo Z reuniu três obras nacionais que exemplificam essa diversidade, passando por tramas sobre a vida periférica, releituras de clássicos e universos de super-heróis.
Jeremias: Pele — Jefferson Costa e Rafael Calça

Vencedora como melhor HQ no Prêmio Jabuti 2019, a obra do roteirista Rafael Calça e do desenhista Jefferson Costa traz uma reinterpretação ousada, porém necessária — como enaltece Maurício de Sousa, em seu prefácio — de Jeremias, um personagem querido da Turma da Mônica. A trama acompanha a dor do preconceito por causa da cor de pele e aborda temas de superação, aprendizado e preparação para a vida.
Superpunk — Guilherme Petreca e Mirtes Santana

Aos olhos de quem vê Violeta andando de skate com um toca-fitas plugado nos ouvidos ela parece apenas uma pré-adolescente comum. Mas ao tocar uma fita cassete ao contrário, a jovem ganha poderes para assumir seu alter ego “Superpunk”, uma heroína mascarada cheia de atitude. Ao lado do podcaster e investigador sobrenatural Alan, ela enfrenta diariamente criaturas sombrias que somente os dois são capazes de enxergar.
Braba: Antologia Brasileira de Quadrinhos

Com nome originado pela gíria brasileira, uma variação estilizada da palavra “brava”, a antologia idealizada pelo artista Rafael Grampá reúne 13 histórias de 16 artistas. A HQ com narrativas fortes, estéticas ousadas e foram dirigidas a partir de manifestos pessoais dos autores. Participam do projeto Amanda Miranda, Bruno Seeling, Diego Sanchez, Gabriel Góes, Jefferson Costa, Jéssica Groke, João Pinheiro, Sirlene Barbosa, Paulo Crumbim, Cris Eiko, Pedro Cobiaco, Pedro Franz, Rafael Coutinho, Shiko e Wagner Willian.










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